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Muitas das grandes
invenções do homem se deram por acaso. O vinho pode ter
sido uma delas: mais do que invenção, foi uma descoberta.
Quem sabe num
belo dia, há Então, após o "acidente", a humanidade percebeu o valor do achado etílico: mais do que o sabor novo e diferente, uma bebida alcoólica simples de fazer. Gregos, egípcios
e romanos {hiperlink 1}
Os gregos costumavam misturar de tudo a seus vinhos: da água do mar até ervas e mel, hábitos retomados na Idade Média. Para conservá-lo ou disfarçar seu sabor? Não se sabe. A região do Mediterrâneo foi o grande centro de cultura e difusão do vinho. Três mil anos antes de Cristo, os egípcios usavam a bebida em funerais. Os romanos herdaram dos gregos o hábito de levar a cultura da uva e do vinho às regiões européias que conquistavam. No início da Idade Média, a Igreja católica começou a produzir vinho. Mas antes, os gauleses e seus tonéis de madeira transformaram os métodos de vinificação (fabricação do vinho). No século 17, as garrafas de vidro ganharam outras funções além de servir o vinho: foram usadas para sua conservação e transporte. O milagre da fermentação Na segunda metade do século 19, Louis Pasteur explicou pela primeira vez como se processava o milagre da fermentação (ação das leveduras sobre o açúcar da uva, transformando-o em álcool e gás carbônico), que transforma o suco da uva em vinho. A partir de 1864,
a praga Phyloxera dizimou os vinhedos europeus. Até hoje Resistentes, as parreiras americanas de uva de mesa foram a base de enxerto das parreiras européias, da variedade Vitis vinifera, a única apropriada para a confecção de vinho. Tal artimanha salvou os vinhedos e preservou o vinho europeu. Vinho tupiniquim As parreiras chegaram aqui com o português Brás Cubas no século 16, em São Vicente (SP). No início do século 20, coube aos imigrantes italianos, instalados na Serra Gaúcha, inaugurarem a principal região vinícola do país. Atualmente, os vinhos vêm de vários países, com uma oferta variada de tipos e qualidades que o tornaram mais acessível. Nova safra Estados Unidos, África do Sul, Austrália e Nova Zelândia: novos países produtores que têm a mesma latitude, condições climáticas e morfológicas dos vinhedos tradicionais
A Ilíada e a Odisséia (poemas gregos anteriores ao século 7 a.C) mencionam o vinho como um produto comum na época. O vinho inspirou gregos e romanos a criarem célebres divindades enófilas: Baco e Dionísio. Os vinhedos da Bourgogne, na França, nasceram como fonte de vinho para missas religiosas, produzido pelos conventos. Na Antigüidade, a vinificação era feita em ânforas. * Ilustração
extraída do livro "História do Vinho", pg. 119
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